Folding@home

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Logotipo do projecto Folding@home
Logotipo do projecto Folding@home

O Folding@home é um projecto de computação distribuída desenhado para realizar simulações de enrolamentos de proteínas. O projecto foi lançado a 1 de Outubro de 2000 e é actualmente gerido pelo Grupo Pande, do departamento de Quimica da Universidade de Stanford, sob a supervisão do professor Vijay S. Pande. Quando foi lançado, tornou-se o segundo maior projecto depois do SETI@Home. Em 8 de Março de 2004, o Genome@Home terminou e foi unido ao Folding@home.

Tabela de conteúdo

Importância do projecto

A simulação exacta do enrolamento das proteínas e das suas deformações permite à comunidade cientifica a entender melhor o desenvolvimento de variadas doenças, como Doença de Alzheimer, BSE (doença das vacas loucas), e a Fibrose Quística. Até agora, o Folding@home conseguiu simular o enrolamento na ordem dos 5-10 microsegundos — uma escala de tempo milhares de vezes maior do que a que era antes pensado ser possivel. Muitos jornais cientificos publicaram o trabalho do projecto. Os artigos estão listados aqui (inglês).

Como Funciona?

O Folding@home não conta com poderosos supercomputadores para o processamento; em vez disso, os colaboradores principais para o projecto são milhares de computadores pessoais que têm instalado um pequeno programa (cliente). O cliente é executado em background, e faz uso do processador do computador quando este não está ocupado.

Nos computadores pessoais mais modernos, o processador raramente é usado na sua totalidade; o cliente Folding@home usa apenas parte que não está a ser utilizada pelo processador para poder trabalhar.

Logotipo da equipa Portugal@Folding
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Logotipo da equipa Portugal@Folding

O cliente Folding@home conecta-se periodicamente a um servidor para transferir uma Work Unit (unidade de trabalho), pacotes de dados sobre os quais executa os cálculos. Cada work unit completada é devolvida ao servidor.

O cliente do Folding@home utiliza versões modificadas de quatro programas de simulação molecular para o cálculo: Tinker, Gromacs, AMBER, e QMD.

Cada colaborador do Folding@home têm um nome de utilizador para seguirem as suas contribuições. Cada utilizador deve correr o cliente em um ou mais processadores; por exemplo, um utilizador doméstico com dois computadores pode executar um cliente em cada um deles. Utilizadores podem também contribuir para uma ou mais equipas. Vários utilizadores podem juntar-se para criar uma equipa. Os colaboradores têm pontos que indicam o número e a dificuldade das unidades de trabalho, chamadas em inglês de "Work Units", completas. A lista dos melhores colaboradores e outras estatisticas são colocados no site do Folding@home.

Desenvolvimento e Futuro

A 1 de Agosto de 2005, mais de 180.000 processadores estavam a participar activamente no Folding@home, num total de mais de 1.300.000 processadores registados no projecto. Com este nivel de participação, o Folding@home é um dos mais poderosos computadores no mundo, capaz de cerca 175 Teraflops em termos computacionais.

Está também a ser desenvolvida uma nova maneira de acelerar o poder computacional usando a unidade de processamento gráfico, em adição ao processador.

O Folding@home está actualmente a desenvolver uma versão do BOINC com a esperança de atrair mais utilizadores.

Links

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